"A - 1"

2009-01-29 01:23
Ortografia Antiga (PE) Ortografia Antiga (PB) Ortografia Nova Notas
ab-reacção ab-reação abreação

 

ab-reactivo ab-reativo abreativo

 

ab-repticiamente ab-repticiamente abrepticiamente

 

ab-reptício ab-reptício abreptício

 

ab-rogação ab-rogação abrogação

 

ab-rogado ab-rogado abrogado

 

ab-rogador ab-rogador abrogador

 

ab-rogar ab-rogar abrogar

 

ab-rogativo ab-rogativo abrogativo

 

ab-rogatório ab-rogatório abrogatório

 

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abatómetro abatômetro abatômetro, abatómetro Na prática, a situação anterior não muda

 

abdómen abdômen abdómen, abdômen Na prática, a situação anterior não muda

 

abiogénese abiogênese abiogênese, abiogénese Na prática, a situação anterior não muda

 

abjecção abjeção, abjecção abjeção, abjecção abjecção não é aconselhável em Portugal

 

abjeccionista abjecionista, abjeccionista abjecionista, abjeccionista abjeccionista não é aconselhável em Portugal

 

abjectamente abjetamente, abjectamente abjetamente, abjectamente abjectamente não é aconselhável em Portugal

 

abjecto abjeto, abjecto abjeto, abjecto abjecto não é aconselhável em Portugal

 

Abril abril abril

 

absorciómetro absorciômetro absorciômetro, absorciómetro Na prática, a situação anterior não muda

 

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abstracção abstração abstração

 

abstraccionismo abstracionismo abstracionismo

 

abstraccionista abstracionista abstracionista

 

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acetilénico acetilênico acetilênico, acetilénico Na prática, a situação anterior não muda

 

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acrimónia acrimônia acrimônia, acrimónia Na prática, a situação anterior não muda

 

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adónio adônio adônio, adónio Na prática, a situação anterior não muda

 

adónis adônis adônis, adónis Na prática, a situação anterior não muda

 

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aerémico aerêmico aerêmico, aerémico Na prática, a situação anterior não muda

 

aeróide aeróide aeroide

 

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aeronómico aeronômico aeronômico, aeronómico Na prática, a situação anterior não muda

 

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afémico afêmico afêmico, afémico Na prática, a situação anterior não muda

 

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aglutinogénio aglutinogênio aglutinogênio, aglutinogénio Na prática, a situação anterior não muda

 

agnostozóico agnostozóico agnostozoico

 

agónico agônico agônico, agónico Na prática, a situação anterior não muda

 

Agosto agosto agosto

 

agrimónia agrimônia agrimônia, agrimónia Na prática, a situação anterior não muda

 

agro-alimentar agroalimentar agroalimentar

 

agro-ambiental agroambiental agroambiental

 

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agro-indústria agroindústria agroindústria

 

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agronómico agronômico agronômico, agronómico Na prática, a situação anterior não muda

 

agrónomo agrônomo agrônomo, agrónomo Na prática, a situação anterior não muda

 

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aguista agüista aguista

 

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albóio albóio alboio

 

albuminóide albuminóide albuminoide

 

albuminómetro albuminômetro albuminômetro, albuminómetro Na prática, a situação anterior não muda

 

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alcalóide alcalóide alcaloide

 

alcateia alcatéia alcateia

 

alcióneo alciôneo alciôneo, alcióneo Na prática, a situação anterior não muda

 

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aleia aléia aleia

 

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alfénico alfênico alfênico, alfénico Na prática, a situação anterior não muda

 

algómano algômano algômano, algómano Na prática, a situação anterior não muda

 

alisfenóide alisfenóide alisfenoide

 

almorróida almorróida almorroida

 

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amebóide amebóide ameboide

 

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amenorreico amenorréico amenorreico

 

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amilóide amilóide amiloide

 

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amnistiar anistiar amnistiar, anistiar Na prática, a situação anterior não muda

 

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Novos Talentos: Crônicas.

Quem não presta atenção... paga o maior mico no Shopping!

Escrito por DENISE ALMEIDA DA SILVA, em 23-11-2008 19:18


Tudo que é coisa inacreditável acontece comigo. Neste dia o calor  do Rio de Janeiro girava em torno de 40 graus. Fui convidada a visitar o Jardim escola Vale do Sol que fica no município de S. João de Meriti, para fazer contação de histórias para os alunos dos dois turnos. Foi um dia muito agradável, mas cansativo. No retorno à minha casa, com o calor insuportável que fazia, tive a triste idéia de parar num Shopping para deixar em uma livraria alguns exemplares do meu livro. Eu me encontrava um "caco"!
Estacionei o carro fora do shopping, pois achei que assim demoraria menos. Ao retirar os livros de uma bolsa descobri que um tubo de cola de isopor havia estourado dentro dela (creio que isso tenha ocorrido devido à alta temperatura que estava dentro do carro). Fiquei revoltada porque os livros pingavam em cola... Tentei salvar alguns, limpando-os com lenços de papel que trago sempre no porta-luvas do carro, mas eu não poderia ter tido uma idéia pior: os lenços de papel muito finos grudavam nos livros e em minhas mãos. Foi uma tragédia: papel cheio de cola pra tudo que era lado! Não havia um pano ou algo parecido no carro para me ajudar nesta tarefa. Com o nervosismo, não notei que o carro estava totalmente fechado e eu já estava encharcada de suor. Passava a mão pelo rosto ansiosamente (os lenços de papel já haviam terminado).
Liguei o motor do carro para que o ar condicionado me permitisse continuar a OPERAÇÃO SALVA LIVROS, mas o calor não dava trégua. Cinco minutos depois descobri que na pressa só liguei o ventilador e não o ar condicionado. O carro havia se transformado numa verdadeira estufa. Em meio a toda esta confusão, chega um guardador de carros pedindo que eu acertasse o carro um bocadinho! Ao reparar a cena dentro do carro o rapaz não entendeu nada: papel embolado no banco, chão e no painel do carro e livros pra tudo que era canto (cada livro que eu conseguia limpar, eu separava dos outros para que não se grudassem). Tentando puxar assunto o rapaz me sai com essa: "A senhora é vendedora de livros? "A firma" vai te cobrar os prejuízos, né? Olhei pra ele com cara de poucos amigos e seguida ele acrescentou: Nem vou lhe cobrar nada, madame!
Desisti de salvar os livros, mas não desisti de fazer a entrega. Peguei aqueles que não haviam sidos atingidos "pela tragédia". Entrei no Shopping e segui pelo corredor principal querendo chegar depressa ao meu destino... Fui à loja, entreguei os livros. Parecia que todos na loja me olhavam. Estranhei. Enquanto eu caminhava de volta para o carro, um jovem  que estava parado à minha frente acompanhou o meu caminhar com um olhar intrigante. Notei que já havia várias pessoas me olhando - ou seria impressão minha? Não entendi nada, mas sabia que algo devia estar errado. Até onde minha vista alcançava tudo estava certo. De repente passei em frente à uma pilastra recoberta por um espelho e olhei para o meu rosto de relance. Voltei imediatamente para reparar o estado em que ele se encontrava: rímel derretido, delineador esfregado e pequenos pontos de papel decoravam o meu rosto como uma indecifrável arte pós-moderna. NÃO SABIA ONDE ENFIAR A CARA. Não sabia se seguia em frente, se enfiava um saco na cabeça ou se retornava ao banheiro para tentar limpar o meu rosto. AS OPÇÕES ME PARECIAM DESESPERADORAS - quase optei pelo saco na cabeça...
Fim da história: caminhei rapidamente em direção ao carro, entrei nele, engrenei uma primeira e nem olhei pra trás. Fiquei sem retornar lá por uns 3 meses. Vai que alguém me reconhece!!!
É por isso que eu digo: quem não presta atenção... só se mete em confusão!

 

O que é um RELACIONAMENTO? O que significa AMOR? Como podemos definir a PAIXÃO?

Escrito por Vanessa Pena, em 27-01-2009 23:41 

Triste é a realidade em saber que muitos casamentos acontecem por respeito ou pelo fato de estarem tanto tempo juntos e haver a cobrança de oficializarem uma relação. Triste é saber que muitos casais permanecem juntos por causa dos filhos. Triste é saber que muitos casamentos não existem, o que existe é apenas um documento e duas pessoas dividindo o mesmo teto e algumas contas a pagar. Triste é saber que as pessoas muitas vezes são infelizes e aceitam essa condição por pura covardia. Triste é saber que as pessoas passam a vida buscando a felicidade e quando encontram, se acovardam diante dela. Triste é saber que as oportunidades existem, mas que elas surgem em meio a grandes turbulências. Triste é dar prioridade ao "Tempo", tempo esse que, muitas vezes é ingrato e que nunca chega. Triste é saber que existe alguém a sua espera, mas que essa espera jamais terá fim. Triste è ser obrigado a converter a saudade em conformismo.

Conhecer, gostar, apaixonar-se, amar, viver juntos, compartilhar, mas logo depois, bate na porta dessa relação o "me acostumei", o "tanto faz", o "pode ser", o "você é quem sabe", palavras que mostram que a convivência está prevalecendo e o amor definhando. Todos nós sabemos que, a boa convivência é importante em qualquer relação, mas o amor talvez não devesse ceder tanto espaço a ela.

Todos falam "é só não deixar entrar na rotina", mas isso é apenas uma teoria idiota que as pessoas procuram repetir insistentemente, a rotina acontece, não há outro jeito, o melhor a fazer é transformar essa rotina em dias agradáveis e enriquecendo alguns detalhes que podem diferenciar um dia do outro.

O casamento é maravilhoso para aqueles que conseguem enxergar com os olhos da razão, mas para as pessoas que acreditam ser um conto de fadas, é melhor nem dar início a essa relação. A realidade é que somos movidos por uma imaginação fértil e que, dependendo da situação, pode ser até mesmo bastante cruel quando a realidade chega e dá sinais de vida.

O que manda um documento assinado por um juiz? Juro, até hoje não consegui compreender porque as pessoas teêm tanta necessidade nesse papel insignificante, digo insignificante porque, se for pensando em direitos, os direitos de duas pessoas que vivem juntas um determinado tempo, são exatamente os mesmos. Bem...talvez seja mesmo o ritual, a bendita tradição que acaba se tornando quase uma obrigação. Que coisa chata!

Enfim, felizes daqueles que não se casam por obrigação. Felizes daqueles que permanecem casados satisfeitos e por vontade própria. Felizes daqueles que mantêm uma boa convivência acobertada pelo amor. Felizes daqueles que permanecem juntos pelo amor e não pelos filhos. Felizes daqueles que dividem o próprio teto, dividem as contas e fazem planos para o futuro. Felizes daqueles que buscam a felicidade e que, quando ela se apresenta o indivíduo diz "seja bem vinda". Felizes daqueles que em meio as turbulências conseguem agarrar a sua oportunidade. Felizes daqueles que preferem que a palavra "espera", não faça parte do seu vocabulário.

Porém, viver não é complicado, difícil é compreender e possuir tal habilidade.

Triste daqueles que passam a vida cultivando idéias e felizes aqueles que buscam com a intenção de um dia encontrar.

 

O Mito Barack Obama.

Escrito por José Roberto Pelegrino, em 27-01-2009 20:24 

Na semana da posse ao cargo mais cobiçado e importante do mundo, muito se falou e escreveu sobre Barack Obama. Um homem novo que vestiu a roupa da esperança e seduziu os olhos do mundo. O porte e a elegância de Obama não estão no seu físico e na fala de papagaio dourado que canta o consumo e o bolso cheio. A elegância de Obama está na sua aura de estadista que brilha independentemente da luz que o cobiçado cargo irradia.

A humanidade, nesses últimos 50 anos, sentiu-se órfã de um verdadeiro líder. Muito embora, um verdadeiro líder, em qualquer época e lugar, nunca resolveu os problemas da humanidade como um todo. Apesar de não de não ser um "salvador da pátria" o verdadeiro líder possui uma conduta própria que irradia uma imagem amada e desejada, não apenas invejada, uma imagem que todas as pessoas gostariam de possuí-la.

O papel de verdadeiro líder é, em primeiro lugar, ser um exemplo para todas as pessoas. Ele não é apenas um ídolo, os ídolos são efêmeros, logo serão substituídos por outros, o verdadeiro líder é um mito vivo. Segundo Joseph Campbel, o maior estudioso de mitologia de todos os tempos: "O mito é um sonho público e o sonho é um mito privado". O próprio Campbel considera o mito como canal por onde passam energias inesgotáveis do cosmo.

Com essas considerações de Joseph Campbel não é difícil entender "o mito Barack Obama". Hoje ele é o canal por onde passam os sonhos e as esperanças de um povo enganado, sofrido e que estava afogando no mar das desesperanças criado por falsos líderes embevecidos pelos seus próprios egoísmos e hipocrisias.

O sonho da humanidade nos dias de hoje não é o mesmo de 50 anos atrás. O desenvolvimento tecnológico e o enriquecimento das nações não são mais prioridades. A prioridade da humanidade hoje é a paz, o crescimento sustentável e a redução das desigualdades. Barack Obama, a primeira vista, parece encarar essas três prioridades como princípio e quando a prioridade do povo é o princípio do governante, se estabelece uma sintonia.

O erro é acreditar que o mito vivo vai resolver todos os problemas. Ele é uma pessoa sensível por onde flui a energia da humanidade. Se as nossas energias forem boas o papel dele será bom, o contrario, um desastre. Essa figura luminosa não surgiu por acaso, o povo tem o mito vivo que merece, ele nasce dos sonhos da humanidade para que cada pessoa possa sonhar livremente.

 

RESGATE DE VALORES !

Escrito por LEANDRO JORGE PEREIRA SOUSA, em 27-01-2009 14:50

Precisamos resgatar certos valores morais que vem se perdendo ao longo dos anos. O que, há cerca de 30 anos, era tido como correto; como pedir a benção ao pai, ao avô, a uma pessoa mais idosa da família, enfim; dar bom dia, boa noite e despedir-se; a palavra valer mais que qualquer papel – tudo isso parece haver se transformado em lixo. Entendo que precisamos reciclar esses valores, adaptá-las às ferramentas que a modernidade lança no mercado quase que diariamente e, de alguma maneira, recuperarmos o prazer de rever pessoas, encontrar satisfação sincera em rever alguém, chegar no horário marcado, telefonar regularmente para amigos e parentes distantes, compartilharmos o que positivo em lugar de nos preocuparmos em nos apropriar de um pseudo-conhecimento. Hoje em dia é preciso atualizar-se diariamente porque vivemos em uma sociedade globalizada, contudo isso não invalida que gestos respeitosos, a delicadeza, a demonstração explícita de gratidão, a disposição permanente de servir ao próximo sejam relevados a segundo plano. Que, nas empresas, cada qual procure crescer através do conhecimento que está mais disponível que nunca, do respeito do colegas e superiores hierárquicos, da prática da velha e saudável política da boa vizinhança em lugar de estarem sempre a querer “tirar o tapete” dos outros ou a estar, permanentemente, elogiando o chefe por entender ( comprovada besteira ! ) que isso possa preservar-lhe o emprego. Concluo, embora pudesse dizer mais, com uma passagem que lí quando tinha 14 anos de idade, cuja autoria já soube atribuírem a grandes personagens da história mundial mas que foi, é e será eternamente, uma reflexão válida para qualquer situação. “Pode-se enganar a alguns por algum tempo; a muitos por muito tempo mas não a TODOS o TEMPO TODO!"

 

A nova ordem mundial.

Escrito por Ivan Marinho de Souza, em 27-01-2009 12:25

Às vezes fico impressionado com a passividade da minha geração. Para milhões de jovens, amantes das facilidades tecnológicas, basta o mundo continuar a girar para se estar tudo bem. Costumo falar que precisa apenas estar funcionando a tríplice aliança: Internet, celular e tv. Alienados às transformações globais e hipnotizados pelas mídias, tornam-se marionetes vazias que não criam e nem pensam.

Porém, não são todos os jovens que ficam na inércia, existem aqueles que servem de exemplo, mas a grande maioria tem decepcionado. Se eu estiver equivocado, acesse uma sala de bate-papo, veja sobre o que conversam e tire a sua própria conclusão. Não é necessário que sejamos cultos constantemente, mas devemos mostrar que temos o nosso valor.

Não seria legal que seus netos falassem que a nova ordem mundial foi estabelecida pela força cultural da sua geração? Hoje, isto é uma utopia. Tente conversar com uma pessoa mais velha, ela dificilmente dará atenção às suas palavras, pois a juventude atual pertence ao estereótipo da preguiça e da regressão intelectual. Como ficamos revoltados com esta situação, reagimos da maneira mais infantil possível, chamando-os de "caretas" e "ultrapassados", ao invés de escutarmos os valiosos conselhos dos mais experientes.

Da forma que estamos caminhando, seremos lembrados como a geração que criou a nova desordem mundial. Espero que os leitores concordem ou não com o que eu escrevi, já estarão me deixando muito feliz. Pois se existem pontos de vista diferentes, é porque estamos finalmente voltando a pensar.

 

Metralhadoras do bem...

Escrito por Márcio Mourão, em 25-01-2009 11:31

Hoje, Sábado, 24 de janeiro de 2009 amanhecí ouvindo o matraquear de metralhadoras e fuzis na favela, rotina já macabramente absorvido por moradores relativamente próximos a estas comunidades.

Apurando os ouvidos, percebí que o matraquear era de britadeiras moldando o cimento em obras do Metrô e do Pac morro acima. Uma esperança brotou no meu já combalido amor próprio carioca. Como é bom ouvir o matraquear do progresso, o barulho do poder público, tendo como instrumento o meu dinheiro, o nosso dinheiro, de impostos e obrigações tributárias.

Quando gestores corretos empreendem, um trator de ordem e civilização abafa a promiscuidade, a bagunça, o abandono social. Metralhadoras e fuzis são substituídos por trabalho, melhoria de vida do cidadão e paz no coração quando percebo obras que servirão ao rico e ao pobre, indistintamente. Como apregoa certo líder mundial, "Nós podemos" também. É só fazer o certo, o correto, a lei imperar.

Acordem-me bem cedo, sempre, mas com o matraquear das máquinas, nunca mais com o espocar das metralhadoras e os gritos dos inocentes. Nós também podemos...

 

O jogo de dados.

Escrito por Gilberto Rabelo Profeta, em 25-01-2009 08:22

Quando eu era menino por fora, que por dentro ainda o sou, a gente brincava de esconder, e, quando era o pegador, tinha de contar até 31 de janeiro quem escondeu escondeu quem não escondeu lá vou eu. Quem era pego virava o pegador. Como sempre acontece com os iniciantes, os calouros e os menores, eu era sempre o primeiro a ser pegador, que sempre também era o de menor idade da turma, sei lá porque, talvez os métodos anticegonhais já funcionavam naqueles tempos, eu escondia a cara no muro e contava: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, nove, dez, treze, onze, oito, nove, dez, vinte, vinte e um, vinte e dez, vinte e trinta, trinta e um de janeiro, quem escondeu escondeu quem não escondeu lá vou eu! Lá que eu ficava tiririca da silva quando pegavam no meu pé dizendo que eu não sabia contar. Não sei motivos porque os sapatos encolhiam e a gente danava a conseguir fazer as contas, acontecia com todo mundo, todo mundo ia aprendendo a contar enquanto cresciam calos nos pés, menos eu. Só que não dava o braço a torcer, não, a gente tem de se impor, senão vira pardal amigo de joão de barro, este o mestre de obras, aquele ajudante de pedreiro. Aí, belo dia, os adultos estavam jogando um jogo que nem me lembro qual e não queriam criança por perto, menos eu, que já era tido como meio idiota, sabia fazer contas de dividir só de números inteiros e confundia decimais com desce mais; vivia de decorar a taboada para conseguir notas na escola... Não que eu tivesse dificuldades, mas é que a professora só me deixava entrar na sala se eu soubesse recitar a taboada de um número que a cabeça dela tirasse do saco fechado, por outro que ela obtinha com o mesmo método. Mas os homens estavam jogando alguma coisa que não sei, mas era a dinheiro e tinham de jogar dados. Como eu era meio idiota fui nomeado espião por todos os outros que queriam aprender aquela forma de ganhar dinheiro fácil, ou de perder fácil, no que ninguém acreditava. Eu tinha de ficar ali bezuntando, como quem não quer nada e anotando os números que saiam dos dados assim que parassem no feltro que cobria a mesa. Sempre fui muito observador, desde bebê, mas para consumo próprio... Sabia quando a teta de minha mãe que estava escondida era melhor que a que ela me dava, sabia quando eu podia morder o bico do peito dela e quando o devia recusar... Sabia só de fazer anotações mentais, mas que eram para meu uso próprio. Agora eu devia anotar os números e dar uma dica do motivo porque o resultado fora dar ou tirar pontos a este e não àquele dentre os jogadores. E ninguém podia perceber que eu estava anotando os resultados dos dados. Sempre fui muito inteligente, quer dizer, só para mim, né, e inventava as soluções necessárias a cada situação de dificuldades que enfrentasse. Assim, anotar sem ser percebido isto é só para quem tem memória de papagaio, meus devaneios nunca permitiram decoreba em minha mente, que parecia cabrito pulando e pulando no meio do mato das coisas existentes. Assim, resolví fundir as duas obrigações de anotar, o numero e o motivo, em uma só. Os adultos jogavam os dados, esperavam eles rolarem no tapede de feltro e depois discutiam os números, somavam ou multiplicavam, sei lá, mas o que importava era sempre o conjunto e não um dado isolado. Eu teria de fazer contas – eu que sempre fizera de conta saber ― e anotar o resultado a cada vez, sem que vissem, durante o tempo em que discutiam. Então, passei a noite espionando o jogo deles e anotando na folha com números que a turma havia me dado antecipadamente. Jogavam os dados e o tempo em que discutiam não permitia muitas anotações feitas por quem ainda está bordando a caligrafia, então tive de inventar e anotar o que fosse possível. Lá pelas tantas, um dos adultos pegou um monte de dinheiro e pôs no bolso, todo sorridente. Guardei minhas anotações com cuidado, pois o resultado de minha tarefa me faria subir de posto na turma, passaria de bocó a bobo, subiria um grau e era o que eu mais almejava. No dia seguinte, quando me reuni com a turma de crianças em torno do poste. Não, não era para fazer xixi não, que ninguém era cachorro, era que, naquele tempo, os postes eram no meio da rua, tão poucos carros havia na cidade, e a garotada se reunia em torno de um poste que faria de vez de muro para o pegador fazer a sua contagem até 31 de janeiro. Aí me pediram minhas anotações e lhes entreguei o papel com os seguintes rabiscos:

1 – onze; 2 – nove, diminuiu; 3 – aumentou; 4 – diminuiu; 5 – diminuiu; 6 – aumentou; 7 – diminuiu; 8 – diminuiu; 9 – aumentou; 10 – aumentou. 11 ― aumentou. 12 ― diminuiu. 13...
...98 ― aumentou. 99 ― diminuiu. 100 ― diminuiu.
Ganhador: o pai do Luiz.

Fui chamado de burro, idiota, ignorante, quadrúpede, cê num sabe nada e que eu nunca saíria da situação de bocoió. E isto significava que eu descia de posto!

P.S.: qualquer semelhança com o noticiário a respeito das mortes nas estradas depois da lei seca é mera coincidência.

 

O Combustível de Crise.

Escrito por Luís Sérgio Lico, em 24-01-2009 10:52

Obama foi eleito e nós aguardamos o mundo voltar ao normal. Não voltará, pelo simples fato que nunca foi o mesmo, após as revoluções tecnológicas e sociais dos últimos 25 anos. Um quarto de século e não mais reconhecemos a rua onde moramos. Mas continuamos, de certo modo enredados por ainda desconsiderar salvaguardas e acreditar em paradigmas quando há, na verdade, paradoxos.

Foram-se os bons tempos do chiclete com banana. No mercado, hoje é dia de crise com laranja, acidez bancária e bolsas com cebolas. Mídias sem filtro e obviedades totais, há muito denunciadas por Kanitz e Delfim Neto. Não devo correr o risco de ser original. Além destes mestres, Sexto Empírico, um milênio atrás, já escrevia contra a arrogância dos especialistas.

Hoje, mais do que antes, algumas coisas não mudaram. Para acalmar a multidão ansiosa, precisa-se de futurólogos para fechar a pauta das seis e chancelar as tendências imaginárias dos mercados voláteis. Todos devem ouvir opiniões frescas no jornal das oito ou a pressão sobe. Precisa-se do diálogo subliminar: cortejos de motorneiros de metrô, acusando pelo alto-falante, os usuários pela baixa qualidade do serviço. Atropelamos a sustentabilidade e agora precisamos regular o freio.

Quanto ao fato estridente destas informações postadas como conhecimento, modificarem sua vida, deixe-me explicar o que ocorre: todo mundo sabe o que dizer e como salvar sua empresa ou seu dinheiro, depois que tudo aconteceu. Todos apontam para onde a enxurrada vai passar e o que você deve fazer para se desesperar melhor. Não entre neste crediário e será mais feliz. Eu garanto!

Lembra-me a brilhante análise de Marx, no 18 Brumário de Luís Bonaparte. (alguém leu? Não? Xii! Desculpe!) Como disse alguém, a explicação foi incrível. Pena que o fato já havia ocorrido e o relato reconstituição da lógica e sincronia entre os acontecimentos, a título de validação da teoria. Estas formações discursivas do opinativo não devem fazer você sentir-se desmotivado. Somente quem já está em dificuldades, especulou em derivativos ou depende urgentemente de crédito para sobreviver, sentirá a ressaca globalizada.

Isto significa que a maior parte da economia, incluindo eu e vocês, absorverão as mudanças. A crise não passa de uma metáfora para descrever aquilo que os especialistas perderam a possibilidade de entender. Naturalmente, por fraqueza de nossas relações com as instituições, economia e estado, os cidadãos poderão arcar com mais impostos e criativas novas taxas de fornecimento de serviços. A grande histeria que se seguiu aos acontecimentos iniciados em setembro foi um alerta para as fragilidades do sistema mundial e para a falta crônica de ética nas operações. Estas e outras lâminas de insensatez e imediatismo ganancioso, alavancaram bancarrotas. Mas, sempre haverá os que saem fortalecidos da tempestade.

Nesta nova configuração das forças mundiais, podemos ter a oportunidade de demonstrar nossas maiores capacidades, entre elas as de inovação, resistência e produção de excelência em inúmeros campos. Temos talentos, criatividade e estrutura. Falta apenas retirar do cardápio estes modelos culturais ultrapassados de gerir empresas, tributos e pessoas, que tudo andará bem. Se ousarmos acreditar em fomentar nosso desenvolvimento através do estímulo ao conhecimento, daremos o salto estratégico que nos levará a liderança mundial em muitos setores, quem sabe, até na política.

 


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