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Seja muito bem-vindo(a) à página dos poetas. Aqui você poderá encontrar as informações mais importantes para a definição do gênero, assim como também algumas dicas, que lhe auxiliarão, caso tenha como objetivo compor uma poesia ao seu irrestrito rigor
A poesia, gênero lírico, ou arte lírica, é uma das sete artes tradicionais, através da qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, extremamente pensada, aplicada e concisa na subjetividade.
O sentido da mensagem poética também pode ser importante, como é o caso da Poesia Maior, quando o poema é em louvor de algo ou alguém, ou o contrário: quando poesia é satírica; ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético, mas sempre tratando de sentidos e resoluções comuns a todos... onde se encaixam um poema discursado e até manifesto.
Num contexto mais esplanado, a poesia aparece também identificada como a arte, o que tem razão de ser, já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem, ainda que, não necessariamente, verbal; estando até - na opinião de muitos, e todos destes muitos: poetas - que a raiz da arte está na poesia, com o sublime artístico posto ao pé da letra, literalizado, explicado nos mínimos detalhes... em palavras.
A poesia, no seu sentido mais restrito, parte da linguagem verbal e, através de uma aspiração criativa, transfigura-a da sua forma mais corrente e usual, que é a prosa, ao usar determinados recursos formais e até rebuscados ao rigor da palavra. Em termos gerais, a poesia é predominantemente oral, é a do discurso - mesmo quando aparece escrita, a oralidade aparece sempre como referência quase obrigatória, aproximando muitas vezes esta arte da música.

Onde entra o poema nisso tudo?
O poema é uma obra literária apresentada necessariamente em verso e estrofes, ou estâncias - ainda que possa existir prosa poética, assim designada pelo uso de temas específicos e de figuras de estilo próprias da poesia, a quel pertence, destacando-se como um sub-gênero ou sub-forma poética.
Efectivamente, existe uma diferença entre poesia e poema. Este último, segundo vários autores, é uma obra em verso com características poéticas. Ou seja, enquanto o poema é um objecto literário com existência material concreta, a poesia tem um carácter imaterial e transcendente, como um sentimento ou um fenômeno sentimental.
Fortemente relacionado com a música, a poesia tem as suas raízes históricas nas letras de acompanhamento de peças musicais, e lendas nos rituais. Até a Idade Média, a poesia era cantada. Só depois o texto foi separado do acompanhamento musical. Tal como na música, o ritmo tem uma importância fundamental, tirmo este adaptado nas letras, mas já originado da fala humana.
O poema também faz parte de um sarau, que são reuniões em locais públicos ou casas particulares para expressar artes, músicas, e então poemas.

História:
Na Grécia antiga a poesia foi a forma predominante de literatura. Os três gêneros (lírico, dramático e épico) eram escritos em forma de poesia. A narrativa, entretanto, foi tomando importância, ficando a poesia mais relacionada com o gênero lírico, sentimental e não mais fictício e epopéico.
Ainda hoje é feita esta associação entre poema, sentimentos e rimas.
A poesia tinha uma forma fixa: seus versos eram metrificados, isto é, observavam os acentos, a contagem silábica, o ritmo e a sonoridade das rimas. A contagem silábica dos versos foi sempre muito valorizada até o início do século XX quando a obra que não se encaixasse nas normas de metrificação não era considerada poesia. Isto mudou com a influência do Modernismo (movimento cultural, surgido na Europa que buscava ruptura com o classicismo); atualmente o ritmo dos versos foi liberado e temos os chamados "versos livres" que não seguem nenhuma métrica, embora não deixem a desejar a se tratar de subjetividade poética, com novos recursos, comorimas internas, metonímias e metáforas aforizadas.


Os Sub-gêneros poéticos:
Os sub-gêneros da poesia permitem uma classificação dos poemas conforme suas características. Por exemplo, o poema épico é, geralmente, narrativo, de longa extensão, grandiloqüente, aborda temas como a guerra ou outras situações extremas e Maiores, da pátria, do povo. Dentro do genéro épico, destaca-se a epopéia. Já o poema lírico pode ser muito curto, podendo querer apenas retratar um momento, um flash da vida, um instante emocional.
Poesia é a expressão de um sentimento, como por exemplo o amor. O poema é o seu sentimento expressado em belas palavras, palavras que tocam a alma sem precisar se apoiar nos fatos que causaram este sentimento expresso. Isso define, literalmente, um poema como diferente de um conto ou qualquer obra em prosa, onde há fatos  que causam sentimentos. Note que, mesmo na prosa, a poesia - mas não o poema - está, ao revelar o âmago humano.
Definição sucinta de poesia: é a arte de exprimir sentimentos por meio da palavra ritmada. Essa definição torna-se insuficiente quando se volta o olhar para a poesia social, a política ou a metapoesia. Então, pensemos a poesia como a expressão de uma ideía advinda de um sentimento.

Com o advento da poesia concreta, o próprio ritmo da palavra foi anulado como definição de poesia, valorizando mais o sentido. O poema passa a ter função de exprimir sucintamente e entre linhas o pensamento do eu-lírico. A narrativa também pode fazer isso, mas a maioria dos poemas, com exceção dos épicos, não se baseia num enredo. A mensagem do autor é muito mais importante do que a compreensão de algum fato. isto marcou a poesia, numa nova e mais abrangente caracterização; de uma diferença em antes, onde tudo limitava-se e metrificava-se para ser poesia... depois, nos tempos modernos passou a ser ao contrário: onde tudo pode ser poesia, desde que sentida como tal.. e não mais só escrita.

 Licença poética:
A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para recorrer a recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de linguagem como a hipérbole ou outras que assumem o carácter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade da fala.

*Recomendações de autores que tratam do poeta e da poesia:
Gotthold Ephaim Lessing: considerado até hoje o maior crítico da poesia normificada, ao criticar o teatro, que em sua época, era escrito em versos metrificados.
Edgard Allan Poe: desenvolveu uma importante teoria sobre a poesia, abrindo caminho para os críticos de arte também criticarem a subjetividade poética, ao inverso do somente métrico assunto.
Ezra Pound: um dos maiores meta-poetas da história.     

Sobre a poesia:

2009-03-31 17:14

Como escrever um poema?

Poema nasce da alma (se você não acredita em alma, pense que o poema nasce em algum lugar desconhecido do hemisfério cerebral direito - o da criatividade). Como mensagem, todo poema tem seu valor. Agora, se vamos falar tecnicamente, o discurso muda. Você pode se perguntar o que faz um poema ser...

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